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Top 5 Melhores Álbuns de 2025 (na minha humilde opinião)

 
Mantendo a chama acesa.

Indo para o quarto ano da minha já tradicional listinha de álbuns novos que ouvi no ano, confesso que beeeeem abaixo do que eu esperava, principalmente ao ano anterior que consegui ouvir 112 lançamentos, nesse ano de 2025 consegui apenas 40.

Mas o que importa é a intenção. Ainda tenho boas experiências que valem a pena serem compartilhadas aqui como forma de divulgação e recordação, então vamos a elas: 

Recapitulando:

Em 2022 ouvi 74 discos. (+18 que peguei pra ouvir depois de recomendações)

Em 2023 ouvi 57 discos. (+14 que peguei depois).

Em 2024 ouvi 112 discos. (+4 que peguei depois)

Antes de mais nada vamos a algumas menções honrosas antes do meu top 5. 

>>Lembrando que discos nacionais sempre deixo pra ouvir depois, durante o ano ouço poucos lançamentos nacionais.


Thundermother: E já que falei em ''chama acesa'', essa banda sueca de hard rock composta inteiramente por mulheres, está mantendo como ninguém isso. Ótimos riffs, letras divertidas, vocal típico de bar de pub. Cada música é como se tivesse o poder de abrir qualquer latinha de cerveja que estiver por perto automaticamente.Vale a pena pra quem gosta.

Envy of None: Banda canadense novíssima, com ninguém menos do que o Alex Lifeson (guitarrista do Rush) como um dos integrantes. Vocal feminino suave, melodias simples, pra mim não seria exagero dizer que é uma das melhores surpresas dos últimos anos. Óbvio que muita gente não há de concordar com isso, principalmente quem gosta do Rush do velho testamento (o que eu também adoro). Mas Envy of None tem o tempero que fazia o Rush brilhar em todas as suas formas: autenticidade. Esse molho anda em falta nas bandas mainstream e eu senti que Envy of None trabalha isso de um jeito muito puro e sem firulas.  

Joanne Shaw Taylor: Ainda falando de mulheres talentosas, essa artista inglesa está fazendo um barulho consideravel nas paradas estadunidenses, por um ingrediente que valorizo muito que acbei de falar anteriormente: autenticidade. Ótima guitarrista, Joanne mistura country, blues e pop. Alias, uma das músicas que mais ouvi em 2025 segundo meu spotify foi ''Grayer Shade Of Blue'', uma balada lindíssima que me lembrou o pop maravilhoso do Fleetwood Mac. Indico demais o novo álbum pra quem gosta do gênero.

Little Simz: Pra não deixar a peteca cair, eu não poderia deixa de comentar essa artista que está fazendo um hip-hop britânico de primeira. Confesso que ouço pouquíssimos discos desse estilo como gostaria, principalmente quando se trata de uma língua estrangeira. Mas essa, além de conseguir entender as letras (claro, grande parte, óbvio que sempre algo fica pra trás, mas até com as nacionais é assim, ás vezes não tem como entender o que o artista quer dizer em sua totalidade e está tudo bem também), as melodias são excelentes. Vale a pena ouvir, principalmente as músicas: Only, Free, Lotus e Lonely.

Suede: Essa banda não é todo mundo que gosta ou vai gostar. Acho que isso se deve pelo vocal do Brett Anderson. Essa voz mais ''chorosa'', mais na pegada do Bono Vox do U2, faz parte daquela coisa ''ame ou odeie''. É meio difícil achar alguém que fique em cima do muro quanto a isso. No meu caso, eu amo quando a música realmente é boa. E no caso dessa banda alternativa, que pra mim está mais para o post-punk, eu acho bem legal. E agora reouvindo pra poder escrever esse post, bateu um arrependimento de não colocá-lo no meu top 05 do ano. E acho que ele vai ficar ainda melhor com o passar do tempo, já estou começando a perceber isso. A música ''Somewhere Between an Atom and a Star'' é perfeita. Se gostar, pode ouvir o álbum todo que pode valer a pena.

Paradise Lost: Confesso que eu não conhecia essa banda ou ao menos não me lembro de ter ouvido antes e já gostei instantaneamente antes mesmo de terminar de ouvir a primeira música. Épico demais. Eles fazem um death/doom metal de primeira e esse disco novo me hipnotizou do começo ao fim. Pra quem gosta de gótico então é um prato cheio. Ouça a ''Tyrants Serenade'' e tire suas conclusões.

Agora sim, melhores álbuns de 2025 na minha opinião:

05 - Behemoth - The Shit Ov God

Sempre que Behemoth lança um álbum novo ele aparece na minha listinha particular de melhores do ano. Não tem jeito. Não resisto ao poder de Satanás. muaháhahahahaha (leia numa risada maléfica)

Bom, o que posso fazer se os caras lançam cada pedrada numa qualidade absurda, não é mesmo? Só posso me render que nem uma cordeirinha. Mas falando sério agora, pra mim eles representam liberdade, crítica, provocação, contestação, contra o bullshit da religiosidade, mas não só isso, contra as agonias e mazélas que é viver nesse planeta complexo e cheio de sofrimento como o nosso.

Resumindo, Behemoth é aquele lugar seguro e acolhedor onde as dores mais escuras e intrinsecas do seu humano pode encontrar abrigo e conforto. Onde elas podem se sentir ouvidas, validadas, notadas. Tudo isso, com muita profundidade e peso. Como se fosse uma meditação reversa, onde o intuito não é o silêncio mas o caos. 

Não preciso nem dizer né, mas vale reforçar: não é pra todo mundo. E está tudo bem. O importante é reconhecer se no momento está na vibe ou não de ''entrar no porão dos ratos''. E essa banda sabe nos levar nessa jornada escura como ninguém. Ao menos comigo, funciona demais e é libertador toda vez. Ouça ''The Shit Ov God'' e sinta um gostinho.

04 - Peter Murphy - Silver Shade

Nós, viúvas do Bauhaus, somos suspeitas pra dizer mas Peter Murphy sabe o que faz. O cara faz o que der na telha, vai e volta onde quer, no projeto e banda que quiser, e em seu mais recente trabalho solo, dá pra notar que ele fez o que bem entendeu. Não é um álbum comercial, não é um álbum do Bauhaus (não que Bauhaus seja, longe disso), também não parece em nada com o Love and Rockets (banda de seus colegas), enfim, é um álbum que só poderia ter a cara de uma pessoa... no caso, ele mesmo.

Pra mim, o ponto alto do álbum fica do meio pro final, onde a vibe já fica estabelecida e entra na ''festa estranha'' quem quer. Peter Murphy está visivelmente inspirado, letras profundas e melodias góticas que empolgam e não vou mentir: chega a arrepiar em alguns momentos.  E ele faz não de uma maneira convencional mas de uma forma autentica. Afinal, quem mais que coloca o nome de suas músicas como ''Cochita is Lame'', ''Xavier New Boy'' ou então ''Sherpa''. Aí, já dá pra notar. 
 
Dito isso, podem ouvir sem medo que vale a pena.

03 - Messa - The Spin

Conheci essa banda acho que no ano retrasado por indicações e adorei. Totalmente atmosférico, Messa mistura doom metal, jazz, black, dark ambient e mais alguns ritmos, num som bastante instrospectivo e soturno. Como eu vi alguém dizer em algum lugar, parece uma espécie de ''Portished metal''. E eu não poderia concordar mais. 

Cada música tem uma melodia hipnotizante, gostei bastante de como eles encaixaram os ritmos, da vibe meloncólica oferecer uma espécie de ''janela'' dando assim um respiro pra atmosfera sombria. A música ''Immolation'' é o perfeito exemplo disso, uma das melhores por sinal. 

Trilha sonora perfeita pra dias nublados e chuvosos ou apenas reflexivos.
]
 

02 - Steven Wilson - The Overview

Não sei se você sabe mais o Steven Wilson é um nerd da música. Gosta dos detalhes, de conhecer, explorar, revisitar e ir fundo no que ele se propõe a fazer; sendo em seu trabalho solo, seja nas bandas em que participa ou quando apenas remixa o material de outras pessoas mais conhecidas ou mais desconhecidas como o Gentle Giant. Uma coisa é notável, Steven Wilson respira música. Mas não só isso, ele abraça o conceito.

O que pra muita gente soa como algo negativo, para Steven a insignificância humana (tema central do seu novo álbum) é algo fascinante. Para ele, o disco é uma libertação do ego; enquanto muitos se preocupam em olhar pra dentro de si mesmas, The Overview faz um convite a olhar para fora, ao redor e para cima. Tudo isso com uma roupagem longa e ritmica muito bem encaixadas.

É uma viagem cósmica maravilhosa, ouça no escuro e com um bom fone de ouvido que vale a pena.

01 - Pulp - More

Assim que soube que o Pulp ia lançar álbum novo, já coloquei na minha lista, afinal gosto de um Britpop bem feito, não é atoa que eles são referência quando o assunto é esse inclusive. Outro ponto é que é o primeiro álbum da banda depois de 24 anos. Então, o hype ficou grande. E no fim eles fizeram jus.

Esse álbum é sublime. Quase cinematográfico. Versus que parecem diálogos profundos, conversas inacabadas e ao mesmo tempo perguntas e metaforas pertinentes. Como se o Woody Allen se fundisse com o Ingman Bergman ou o Federico Fellini. O vocalista Jarvis Cocker interpreta cada canção as vezes de forma sexy, as vezes de forma desajeitada e até mesmo cansada. Tem um ar teatral, mas sem parecer que é.

De uma coisa é certa, More é um álbum tocante, lindo e humano. A música ''Slow Jam'' é minha favorita. Recomendo demais.




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Obrigada por ler até aqui. 2026 tem mais eu espero. Feliz ano novo!

Se quiser ver minha lista completa clica aqui

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